segunda-feira, 2 de março de 2009

Meu primeiro Romance

Olá pessoal. Eu sei que o nome desse post parece um clichê Hollywoodiano, mas não é nada disso.
Já faz um bom tempo que não escrevo nada aqui, o que me deixa imensamente triste. Eu amo escrever, e melhor que isso é deixar as pessoas lerem meus trabalhos. O fato de eu não estar postando nada aqui significa que não estou escrevendo nada. ERRADO!
Estou escrevendo sim, e como eu havia dito, estou escrevendo algo realmente grande. Um épico de fantasia para ser mais sincero. O fato de eu não estar postando a obra aqui se da pelo simples motivo que eu vou PUBLICAR este trabalho. Logo, o conteúdo é exclusivo da editora.
E como eu não poderia abandonar meu blog querido, nem aqueles que o leem, decidi que vou postar aqui periodicamente os capitulos do meu primeiro romance, que comecei a escrever logo que terminei de ler o "O Inimigo do Mundo", do Leonel Caldela, há uns 3 anos atrás.
Publicá-lo aqui vai ser legal, pois todos vão poder ver como eu escrevia no inicio, sem experiencia nenhuma, e vão acompanhar a minha evolução literaria conforme a trama vai se desenvolvendo. Acreditem, a mudança é bem visivel hehe.

Mas tem um lado ruim também. Pois o livro nunca foi, e nem sei se vai ser, terminado.
Eu já escrevi mais da metade, mas como o sonho de vê-lo publicado algum dia não pode ser alcansado mais, eu decidi me dedicar a obras que não sofrem desse mal, então deixei o livro de lado.

Agora chega de enrolar. Hoje vou postar o prologo e o capítulo 1. acho que posto o capitulo 2 daqui um mês, para dar tempo de bastante gente ler a primeira parte. Outra boa notícia é que esses posts não vão atrasar, afinal já está tudo escrito mesmo hauhauahau.
Só para lembrar, esta história se passa em Arton, cenário criado por JM Trevisan, Marcelo Cassaro e Rogério Saladino.

O Conceder Divino

Prólogo – Benção/Maldição

Triunphus. Um bom lugar para se morrer.
Logo esta cidade, a que tem o maior número de humanos no Reino dos Halflings, Hongari, seria um ótimo lugar para se viver. Protegida por suas muralhas de mais de vinte metros de altura, a convivência se torna amistosa e agradável, uma vez que ninguém se meta com os negócios da “parte velha” da cidade. Teoricamente.
A maior vantagem, e desvantagem como alguns dizem, de se viver aqui é a benção-maldição que Thyatis, Deus da Ressurreição e da Profecia, impôs aos moradores. Todos que morrem dentro dos limites da cidade renascem, no entanto, nunca mais poderão ir embora, senão morrerão definitivamente. Tudo isso seria, no mínimo, aceitável, se não fosse pelo terrível monstro Moóck. Uma águia gigante, com duas cabeças e duas caudas de serpente, que ataca a cidade pelo menos três vezes a cada mês. A criatura é chamada de Moóck devido ao guincho que emite, enquanto destrói enfurecidamente a cidade abençoada-amaldiçoada
O monstro bicéfalo cospe bolas de fogo, tão terríveis quanto sua própria existência, nos moradores e em suas residências. Estoura tímpanos gritando seus protestos quando os guerreiros, alados ou montados em seus grifos exuberantes, o atacam. Logo, inúmeros viajantes que deveriam estar apenas de passagem pelo local se tornam moradores permanentes da cidade. E isso infelizmente aconteceu com Dimictus Bennet, paladino dos Deuses.
Dimictus Bennet é um aventureiro, melhor que isso, ele é um herói. Braço direito do líder de seu grupo, o grande Christopher, paladino de Khalmyr. O grupo de Christopher recebeu uma convocação de Talude, o Mestre Máximo da Magia, enquanto estavam em Triunphus, intimando-os para encontrarem-no ao pé da grande estátua de Valkaria, na cidade que leva o nome da deusa. Quando estavam de partida, a terrível águia bicéfala atacou a cidade, e infelizmente Dimictus pereceu diante da força incrível do monstro. Era de conhecimento de todo o grupo que seu amigo iria voltar à vida, mas o milagre cobra seu preço, pois Triunphus reclamou o paladino para si.
Christopher e os outros foram se encontrar com o poderoso mago, deixando seu amigo ainda morto na cidade. Eles não podiam perder tempo, como dizia a “intimação”, logo, não podiam esperar seu amigo voltar do reino dos Deuses para se despedirem formalmente. Quando Dimictus acordou percebeu que seus amigos tinham partido, o que era a atitude certa a se tomar, mas ele não desistira de se juntar aos outros. Começou a pesquisar de todas as maneiras possíveis sobre a benção/maldição e como quebrá-la, mas ninguém e nenhum livro pareciam saber como desfazê-la.
Certa noite, o paladino dos Deuses sonhava com seus parceiros. Estavam todos juntos fora da maldita Triunphus. Seu companheiro Christopher lhe dera um livro.
-Nele você encontrará a resposta de como se livrar desta maldição meu caro amigo, a resposta que tanto procura para se juntar a nós novamente. - dizia a voz calma e forte do líder. E quando acordou, Dimictus percebera que o mesmo livro de seus sonhos estava ali, em cima da escrivaninha perto da cama, a mesma capa preta com as mesmas manchas de sangue e o mesmo verde escuro de bolor. As mesmas páginas amarelas e corroídas por algo que deveriam ter sido traças, e no meio do livro, a mesma fórmula que poderia juntar todo o grupo novamente.


Capítulo 1 – Casamento/Duelo

Dimictus, mesmo após os quatro meses na cidade, ainda era um morador que chamava muita atenção. Como bom paladino que é, vestia uma grande e brilhante armadura, toda feita de prata, com grandes detalhes vermelhos nas ombreiras e no peito. Sua armadura não traz o símbolo de nenhum Deus específico, pois ele é devoto a quase todo o panteão; ao lado de sua perna esquerda pende sua espada, que tem quase o dobro do tamanho de seu braço, com a lâmina reta e o mais afiada que uma lâmina pode ser. E a visão deste cavaleiro tão imponente não é muito comum aos moradores de Triunphus, mas hoje ele não é a única pessoa “diferente” na cidade.
Na tarde de hoje seria realizado um grande evento, muito raro, animado e, de certa forma, romântico. Um casamento/duelo. Um dos maiores gladiadores da grande Arena de Jogos, o estupendo Trévis Lionkiller, iria se casar com uma colega de trabalho, a gladiadora Miika Nutkicker. Não há maneira melhor de se celebrar um casamento desta magnitude se não com um duelo entre os noivos, até a desistência ou uma morte bem cruel de um deles, para que dali alguns dias eles possam partir para a lua de mel.
Este com certeza não é um evento que se vê todos os dias na arena dos gladiadores, logo, muitas pessoas e aventureiros de todo o reino de Deheon, e de alguns reinos vizinhos, vieram contemplar o duelo, conhecer os noivos e participar da grande festa que iria acontecer logo após a desistência de um deles. E esta é a oportunidade perfeita que Dimictus estava esperando desde que terminará de ler o livro embolorado e velho que lhe foi dado em sonho por seu líder. O experiente paladino estava atrás de um grupo de aventureiros dispostos a ajudá-lo. O ritual para acabar com a bênção/maldição era simples de certo modo, mas nenhum “ingrediente” encontrava-se na cidade.
A cerimônia ainda não havia começado, e as arquibancadas da arena já estavam transbordando espectadores, um empurra empurra insuportável, todos querendo falar mais alto do que o colega ao lado, o que já começara a incomodar as pessoas que foram convidadas, pois eram amigos ou parentes dos noivos, o que era o caso de Lyem Aquai, amigo do noivo da época que seu sobrenome ainda não era Lionkiller. Lyem tinha um grande chapéu roxo escuro de três pontas, fino e comprido, com uma pena roxa presa por uma fita laranja. Usava também uma máscara de madeira, fina, pintada de branco, com a face triste e lágrimas pintadas de preto nas bochechas, estava muito sério, pois o povo estava gritando ao pé de seu ouvido, fazendo-o zunir e incomodando-o.
Lyem estava quieto até agora, mas quando finalmente o noivo entrou na arena, pisando calmamente os pés descalços na areia, trajando sua armadura de cobre, que revestia somente o ombro e braço esquerdo e segurando uma maça lisa na mão direita, o jovem mascarado gritou muito mais alto que todos na arquibancada, tamanha era a felicidade que o invadira neste momento. “Trévis Mijão, parabéns seu sortudo de uma figa”, gritava o mascarado, assustando quem estava ao seu lado.
-Fica calmo chefinho, você esta fazendo a gente passar vergonha. – disse em jovem bardo sentado atrás de Lyem, tocando-o no ombro. Achir Snycer era o músico do grupo de aventureiros sob o comando de Lyem.
-Certo, certo, mas olha só pra ele, nem parece o mesmo depois de tanto tempo. – desculpou-se, a voz abafada atrás da madeira, com os membros do grupo, que se escondiam atrás das vestes, corados pelo constrangimento repentino que seu líder os fizera passar, e ainda fazia, agora que a noiva entrara na arena, vestida com tiras de couro marrom escuro, empunhando um escudo e uma maça igual a de seu noivo, o jovem líder desferia socos ao céu dando gritos alternados, a cada soco, um grito.
Lyem era amigo de longa data de Trévis. Eles se conheceram ali mesmo, em Triunphus, em umas das viagens do aventureiro. Ele fora assistir um duelo de gladiadores, onde Trévis também estava assistindo, e por coincidência sentaram-se juntos e torceram pelo mesmo combatente. Logo após conversarem, entre gritos e ofensas, eram grandes amigos, e o aprendiz de gladiador chamara o jovem Lyem para passar algum tempo em sua casa, para conhecer sua família e economizar o dinheiro que gastaria com uma estalagem. Em alguns dias eram quase como irmãos. Mas Lyem decidiu ir embora, após ter ouvido sobre a benção/maldição da cidade, e hoje, anos depois de sua partida, ele voltara a se encontrar com o amigo.
O duelo/casamento finalmente começou, e podia se ouvir claramente os gritos inconfundíveis, que ecoavam muito mais alto que qualquer um na platéia, mas agora o vocabulário se restringia apenas a “ISSO, VAI, VAI!” quando o noivo desferia o golpes, todos em vão pois Miika sabia usar um escudo muito bem, e a “NOSSA, QUASE!” quando a maça da noiva quase acertava seu amigo. Para os combatentes a peleja parecia durar horas, mas se durou dez minutos foi muito, pois num golpe muito bem planejado, após Trévis Lionkiller ter investido contra sua noiva, a mesma aparou o golpe com seu escudo, e usando mais força do que aparentava ter. Ela o derrubou no chão e instintivamente aplicou o golpe que é sua marca registrada e que lhe dera seu sobrenome de gladiadora. Com um chute preciso e muito forte, ela acerta a genitália de seu esposo e oponente, e com um coro bem ensaiado, todos os homens da platéia, não importando raça, deram um grito de dor, como se eles próprios tivessem levado o pontapé.
-Nossa que burra, não vai mais ter filhos. - comentara com cara de dor o jovem bardo para seus parceiros.

- Eu desisto – disse Trévis, com os olhos fechados com força, desfigurando sua face, tentando erguer uma mão para sua noiva, como sinal que ela já podia parar de bater nele, e com a outra mão segurando a “vítima” do poderoso chute. Ela o ajudara a se levantar, meio cambaleando ainda e sentido o ar voltando aos poucos para os pulmões, um olho entre-aberto e o outro ainda fechado, com areia grudada ao suor do corpo, os dois reverenciaram a platéia, quatro vezes, uma pra cada direção da arena, Lyem gritava até sentir a voz quase sumir, e só não passou por cima das pessoas à sua frente e pulou na arena para cumprimentar o amigo porque seus parceiros o seguraram pelo grande sobretudo roxo escuro, da cor do chapéu.
Finalmente os dois gladiadores estavam casados, eram agora marido e mulher. Após a euforia do final do duelo ter se dissipado levemente, Miika puxou o ar e gritou com toda a força que lhe restava:
- OBRIGADO A TODOS QUE VIERAM NOS ASSISTIR! NÓS GLADIADORES NÃO SOMOS NINGUÉM SEM VOCÊS PARA NOS DAR APOIO NOS MOMENTOS DIFÍCEIS, E EU FICO MUITO GRATA POR TEREM VINDO NOS DAR FORÇA TAMBÉM NESTE MOMENTO TÃO FELIZ PARA NÓS. - uma lágrima escorrera do olho de Trévis. - AGORA VAMOS TODOS PARA A PRAÇA, A FESTA CONTINUA LÁ. - todos gritaram, pularam, e com todo esse alvoroço, muitos ladrões da parte velha da cidade festejaram também o dinheiro fácil.
Lyem agora estava fora da arena, junto com seus parceiros, as gêmeas Katrina e Katarina, clériga e paladina, respectivamente da Deusa do conhecimento Tanna-Toh, o bardo Achir Snycer e o jovem e belo feiticeiro Radagast Tasir. Estavam procurando os noivos para lhes parabenizar pessoalmente. As ruas estavam tão movimentadas e barulhentas como a arquibancada da grande Arena de Jogos, mas aqui os ladrões já não trabalhavam tanto. Todos estavam falando sobre o combate, dizendo que o noivo perdera de propósito, o que era muito cavalheiresco, segundo as senhoras que tocaram no assunto. Falava-se também da sorte dos noivos por terem se casado alguns dias depois que Moóck, a terrível águia monstro, já havia atacado, o que era sinal que tão cedo ela não voltaria. De longe, Lyem avistara seu amigo, Trévis “Mijão”.
- MIJÃO! Não acredito que você se casou, venha cá me dar um abraço! - disse muito feliz, apesar da triste máscara não ter deixado transparecer, o velho amigo do noivo, com os braços abertos esperando um abraço. Miika olhou assustada para a cena, e pensara consigo mesmo se tinha ouvido bem o nome pelo qual o estranho convidado chamara seu marido.
-MULHERENGO! Que bom que pôde vir, estava preocupado. - respondeu Trévis, dando um forte abraço, todo sujo de areia e suor, no amigo que não via há anos. Na hora em que Lionkiller chamara Lyem pelo apelido, o bardo e o feiticeiro olharam, quase que na mesma hora, para as gêmeas, meio que prevendo que elas fariam alguma coisa muito desagradável naquele momento, mas ambas mantiveram o sorriso sincero de felicidade pelos noivos, mesmo que por dentro elas gostariam de dar uma boa surra em Aquai. - vejo que você finalmente se tornou um aventureiro, estes são seus parceiros? Será uma honra tê-los como meus convidados para passarem a noite em minha casa, enquanto eu vou para a minha merecida lua-de-mel. - disse o gladiador com um sorriso de orelha a orelha, cumprimentando a todos os aventureiros.
- Venham conhecer minha esposa. Querida, querida, este é Lyem Aquai, meio-elfo, swashbuckler e meu melhor amigo. - anunciou o gladiador, secando o suor de sua careca que refletia a luz de Azgher em todos ali a sua volta. - Lyem, esta é Miika Sisri, ou Nutkicker, como vocês puderam ver. Uma grande gladiadora e a mulher que eu amo.
Com um movimento rápido, gracioso, quase felino, o meio-elfo retirou o chapéu com uma das mãos, levando-o próximo aos pés, e com a outra mão segurou delicadamente a mão direita da noiva.
-É um enorme prazer conhecer a mulher que criou juízo na cabeça de meu amigo. - disse, indo dar um beijo na costa da mão de Miika, quando levou um forte soco na cara, o que quase fez sua máscara cair. Automaticamente veio a imagem das gêmeas em sua mente, achando que alguma das duas havia feito aquilo, mas não fora nenhuma delas.
- Ora pare de frescura rapaz! - disse Miika, com a voz ríspida, e com uma grande veia saltando do meio de sua testa larga, bem perto de onde os longos cabelos castanhos escuros nasciam – me cumprimente com um abraço forte, igual a um homem de verdade! - tanto as gêmeas quanto o bardo e o feiticeiro não conseguiram conter a risada. Aquela era uma cena muito rara, o grande swashbuckler sendo repreendido por uma mulher, mas os risos cessaram junto com o abraço, que quase quebrou as costelas de Lyem.
-Olhe querida, estes são os parceiros dele. - disse muito contente o noivo, apontando para as quatro pessoas que estavam observando um pouco afastadas, mas que agora já chegavam mais perto, para dar os parabéns a noiva. - Eles vão dormir em casa hoje, enquanto nós não estivermos lá. - Trévis terminou a frase com uma piscadela cheia de malícia com o olho direito. - Venham, eu vou lhes mostrar onde é que eu moro enquanto eu ainda lembro o caminho! Daqui a pouco, depois de muita bebida, não quero lembrar nem meu nome mais, venham! - convidou os aventureiro para passarem por entre a multidão, com o braço erguido, segurando uma grande garrafa de cerveja, que servia como guia para que ninguém se perdesse ali naquele aglomerado de bêbados e fanfarrões.
A casa era bem perto da arena, mas devido ao grande número de pessoas no meio do caminho, todas bebendo e dançando, inclusive Lyem, que dançava e pulava mais alegre do que até mesmo o noivo. Mas o meio-elfo não tomou uma gota de álcool, por motivos pessoais. Andaram quase meia-hora até chegarem.
-Aqui, chegamos. E pequena e simples, mas da para abrigar todos com conforto. - disse o noivo, apontando com um largo sorriso para uma casa de porte médio, se comparada com as que tinham em volta. Um casebre todo feito em madeira, mas muito firme e convidativa. - Coloquem suas coisas aí e vamos voltar para a festa, minha noiva esta me esperando. - dito isso, todos entraram para guardar as pequenas bolsas que levavam seus mantimentos, peças de roupas etc. Por dentro a casa era maior do que parecia, com uma grande sala logo na entrada, uma mesa redonda no centro, adornada com uma bela toalha branca de detalhes bordados em volta, uma cesta de frutas no centro do móvel, armas e armaduras em um armário no canto ao lado da porta que dava para um dos quartos. Depois de deixarem as coisas ali na sala mesmo voltaram para a festa. Com um grito animado e espada em riste, Lyem foi o primeiro a sair.
A comemoração ainda durara mais de cinco horas. Parecia que toda a cidade estava lá, dançando, bebendo, xingando, pulando, vomitando para beber novamente. Alguns caiam no sono ali mesmo no meio da festa, e por pouco não eram pisoteados, e agora os ladrões tinham muito trabalho. Mas o único que não estava bebendo, e mesmo assim estava mais animado que todos, era Lyem. Até as gêmeas estavam bebendo a cerveja, que de cinco em cinco minutos, Achir vinha trazer para elas e para o feiticeiro. Mas não Lyem, ele não podia se dar ao luxo de ficar bêbado com tanta gente em volta, com tantas mulheres em volta, as gêmeas nunca o perdoaria.
Quando os noivos foram embora, Lyem decidiu que era melhor eles irem dormir também, pois amanhã teriam que comprar mantimentos e seguir viagem.
-Mas chefinho, a gente não esta em nenhuma missão agora. - resmungou o bardo, com a boca fofa e falando engraçado, devido ao efeito da cerveja. Apenas um olhar de reprovação por de trás da máscara, foi o suficiente para que todos concordassem que era hora de ir para cama. Depois que todos já estavam se acomodando nos aposentos, e o efeito do álcool estava quase passando, Lyem viu as gêmeas irem dormir juntas, e com uma cara de safado, que a face triste de madeira escondeu, perguntou se podia dormir com elas.
-É claro que não seu safado sem vergonha! Espera a gente ficar bêbada e tenta levar as duas de uma vez! Não se esqueça da sua promessa, e só quando você fizer sua escolha dormirá com UMA de nós! - respondeu Katarina, a paladina de Tanna-Toh, com uma voz que para ela parecia brava, mas ainda soava engraçada, com a língua ainda bêbada. Mas aquilo abalou o meio-elfo, que quase quis se matar, e se arrependeu de não ter bebido também, assim ele não se sentiria tão mal, e foi dormir com peso na consciência.
Do lado de fora da casa naquele momento, estava Dimictus Bennet, feliz por finalmente ter encontrado os aventureiros que precisava.
-Descansem meus amigos, amanhã será um dia importante pra vocês, muito importante. - disse o paladino para ninguém emespecial, olhando com cara de entusiasmo e felicidade para a pequena casa de madeira, que acabara de apagar a única luz que estava acesa.

3 comentários:

Úmarth disse...

Então, é dificil fazer uma reclamação que você já não tenha consertado com esse meio tempo que passou entre a primeira e a ultima coisa escrita.
Nesse primeiro conto, parece mais um guia para iniciantes em arton que não tem idéia de como são os lugares e você os descreve e descreve:
"A ponte de madeira, que dá acesso pelo rio, dividindo a cidade da floresta, por onde as pessoas passam, que é feita de madeira e pregos"
Fora isso não teve nada de anormal, só opção pessoal mesmo, um grupo precisa de mais classes além de clérigo e paladino, cadê os anões?

larissaspessoa disse...

Bom , um grande escritor esta vindo para nosso mundo para brilharar com seus contos e historias fabulosas ..... Este e um inicio do que esta por vim .

Adorei Dan ...

Você e muito bom no que faz , mais e claro que e sempre bom tentar buscar a perfeção para cada vez mais agradar os leitores e suas imaginações .
Foi uma honra ler os capitulos desse romance .
Boa sorte na vida de escritor .. uma longa jorNada para quem realmente quer e ama a arte de escrever .
UM abraço ..
Larissa Pessoa

Claymore disse...

AAH! ,um dia eu ainda escrevo como você Dani,nem tem o que reclamar aqui,esta demais *-*
Adoro sua criatividade e invejo sua imaginação,mais pode ficar tranquilo que é uma invejinha de amigos EHIOHE'
Adoro historias com Deuses,ou melhor,magia.
Boa sorte com o Blog amigo,e bola pra frente porque esta demais.
beijos.