domingo, 14 de março de 2010

Conceder Divino - Capítulo 9

Três meses sem aparecer por aqui. What a shame!
Mas devo confessar que fiquei meio sem vontade de postar qualquer coisa.
Vejam só, três meses, e o último post não tem nenhum comentário. Isso é tão bom quanto um chute na virilha.

É uma merda para o blogger se ver, como posso dizer, ignorado. Não estou falando que ninguém lê o que escrevo, mas não receber um feedback é muito ruim! Po, o bom do blog é a parte em que o leitor interage, xinga, elogia, o diabo que quiser.
Então, por favor, se você está lendo isso aqui, ME DEIXE UM RECADO! mesmo que não leia o texto aqui em baixo.
Eu sei que ninguém tem obrigação de ler os capítulos enormes que eu posto aqui, que todo mundo tem o que fazer... mas não tira pedaço ler um trecho por dia, e depois deixar um recadinho para mim. "nossa Dan, que porcaria foi essa?" ou "nossa, eu ri quando li tal coisa." QUALQUER RECADO!! É PRA ISSO QUE SERVE BLOG!

Agora vamos às boas notícias. Em Dezembro terminei meu primeiro livro (aleluia) e há algumas semanas recebi meu certificado de direitos-autorais da BN. Estou muito animado! Já mandei uma cópia do original para uma editora, e estou aguardando passar o período de avaliação, para saber se vai rolar a publicação! Imaginem o frio na barriga! Espero poder postar essa boa notícia aqui no menor prazo possível que a editora me deu, ou seja, daqui uns 2 meses.
Até lá, aqui vai mais um capítulo do meu livro aposentado.

Capítulo 9 – O motivo de Tasther

Não foi a promessa de uma vida de aventuras que levou Aughos Tasther a treinar arduamente esgrima por incontáveis anos. Filho de um rico fazendeiro do reino dos cavalos, Namalkah, gostava da espada como seu povo gostava dos eqüinos. Enquanto todos cuidavam dos nobres e imponentes animais, o pequeno Aughos aperfeiçoava sua esgrima, esperando o dia que a poria em prática numa guerra, não importando qual fosse.

Tasther nunca gostou muito de cavalos, a razão pela qual seu pai, Torler Tasther, vivia brigando e discutindo com o filho. “Largue esta espada inútil meu filho, sem um bom cavalo uma arma não lhe servirá de nada” dizia o velho, e o garoto fingia não ouvir, mas por dentro a vergonha e a raiva consumiam seus sentimentos. Mas ele não odiava o pai, nem o pai o odiava.

Aughos podia não dedicar toda sua atenção aos cavalos, mas admirava a força e a competência dos animais. De vez em quando, nas horas que não estava treinando, ia visitar os grandes estábulos e escovar alguns cavalos, escondido de seu pai, que sempre ficava sabendo, e ficando orgulhosíssimo, mas nunca contou nada ao filho.

Quando completou 16 anos, o garoto já era um exímio espadachim, mas continuava treinando todos os dias, e não pôde acompanhar o pai em uma caravana que os grandes criadores de cavalos realizaram, atravessando vários reinos por toda Arton, vendendo os belos corcéis, fortes como touros e ágeis como leopardos.

Três anos se passaram sem noticias do destino da caravana, quando um cavaleiro, que estava acompanhando os fazendeiros na viajem, chegou a Palthar, capital de Namalkah, e convocou as famílias daqueles que haviam partido há três anos. Aughos respondera a convocação.

A praça da capital, na tarde do dia seguinte, se encheu com os parentes chamados para ouvir o que o viajante tinha a dizer. O trotar dos cavalos ecoavam por todos os cantos da cidade. O clima de preocupação tomou conta da atmosfera do lugar, várias teorias diferentes sobre o paradeiro dos fazendeiros se espalharam entre os presentes, provocando choro e desespero. Mas todos se calaram no momento em que o rapaz que os chamara ali começou a falar. Mas suas palavras não acalmaram o espírito de ninguém.

A notícia que o homem trouxera não podia ser pior. A caravana fora surpreendida, quando passava ao redor de Trebuck, pela mortífera Tormenta, tempestade rubra que extermina tudo e todos por onde passa, a encarnação mais cruel e terrível da morte.

O relinchar e o trote dos cavalos foram abafados pelo choro, súplicas e blasfêmias dos parentes das vítimas da tempestade. O maior receio de todos se tornou real, e da pior forma possível. O desespero, a melancolia e a descrença tomaram conta de todos ali na praça, todos, exceto uma pessoa. Aughos Tasther não estava chorando, não estava desesperado e não estava surpreso por perceber que não ligava para aquilo tudo. “Eu sempre soube que acabaria assim” mentiu pra si mesmo em pensamento, “esta tempestade, Tormenta, é invulnerável, indestrutível e extremamente poderosa. Quem meu pai achou que era pra tentar desafia-la”. Os pensamentos do garoto iam longe, inventando teorias que apaziguassem a angústia que ele não queria sentir.

E foi assim, tentando não sentir tristeza, remorso, pena, o que quer que fosse, do próprio pai, que Aughos começou a reverenciar a Tormenta, com fatos fictícios, que ocorreram apenas em sua mente, vangloriando e reverenciando a tempestade. Tasther herdara as propriedades do pai. Fazenda, cavalos, empregados e escravos, tudo agora era do rapaz, que começou a usar seu dinheiro e influência para criar e treinar um pequeno exército. Deixou de lado a criação de equinos para começar a fabricar soldados, que seguissem sua causa de “adoração a toda-poderosa Tormenta”. Escolheu a serpente enrolada no pergaminho para ser seu brasão, justamente com intuito de afugentar os mais covardes e gerar discussões entre conservadores. Apesar do símbolo, a causa do rapaz nada tinha a ver com o Deus da Intriga.

Mais de cinco anos se passara desde então, e o pequeno exército juntara quase duzentos guerreiros, liderados por Aughos. E numa bela manhã, fresca como o orvalho na grama recém acordada, Tasther recebera uma carta anônima, junto com ela veio um livro de capa negra, muito antigo. A curiosidade dera lugar a euforia quando o guerreiro terminou de ler a correspondência. Até a desconfiança fora afogada pela ansiedade e ganância. Aquele livro era, sem sombra de dúvidas, o melhor presente que alguém no mundo poderia ganhar, e o rapaz sabia exatamente o que fazer com ele. Ali, em cima da mesa, estava a receita do ritual mais poderoso já criado em Arton, o Conceder Divino. Encontrando todos os ingredientes, o que não seria uma tarefa fácil, e seguindo corretamente os passos descritos na receita, Aughos Tasther podia finalmente conseguir seu mais íntimo desejo, se tornar o Deus da Tormenta.

A tarefa vinha se mostrando mais difícil do que parecia. Nem com todos seus subordinados ajudando a procurar, Aughos conseguira encontrar um ingrediente qualquer. Mas a busca não fora em vão. Em sua peregrinação, procurando alguma informação, Tasther encontrou Nioksel, a formosa assassina que aceitara ajudar o guerreiro em sua jornada, apenas em troca de dinheiro. Em poucos dias a garota se tornara o braço direito do rapaz, e também sua amante.

Porém, acompanhando a sorte do achado, veio o azar da concorrência. Um grupinho de guerreiros amadores parecia estar tentando conseguir as mesmas peças para o ritual, peças únicas por sinal, ou seja, apenas um deles poderia conseguir realizar seu desejo, e Tasther não está disposto a abrir mão do seu.

Um comentário:

Feefeh disse...

Cara, mto bom o blog..
eu tambem escrevo, e sempre fico na fissura quando não comentam..

hehehehehe..

mto legal saber que alguem lê o que tu escreve...

Vou ler todos os capitulos do teu livro, com calma e tals.. afinal, é um livro...

hehehe

bom, passa la no meu blog...
Beijos.. Paz e Força sempre!!

Fernanda Amaral